“Santiago” - de João Moreira Salles - uma meditação sobre a memória Sobre A VIDA SECRETA DAS PALAVRAS, de Isabel Coixet (2005)

Uma leitura analítica do filme “Lúcia e o Sexo” de Julio Medem (2001)

29 de Abril de 2008 às 16:56 Sérgio Telles  | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 2613

Uma leitura analítica do filme “Lúcia e o sexo”, de Julio Medem
Sérgio Telles

O filme “Lúcia e o sexo”, de Julio Medem (2001) tem uma estrutura narrativa não linear, na qual passado e presente se misturam, bem como a realidade e sua ficcionalização, pois o personagem principal é um escritor.
O expectador deve ficar atento para desembaraçar tal emaranhado, para encontrar a seqüência temporal dos acontecimentos e assim poder avaliar os atos e suas conseqüências, bem como discriminar o que é a realidade diegética e o que é fantasia e a criação literária.
Feito este trabalho, chegaria a algo próximo ao que passo a relatar.
Seis anos antes, numa bela noite de luar em uma ilha paradisíaca, o escritor Lorenzo, no dia de seu aniversário, faz sexo casual com uma desconhecida. A única informação que ela tem sobre ele é justamente que aquele é o dia de seu aniversario. Lourenço tampouco procura saber quem ela é, que engravida desta relação e passa a procurar o pai de sua filha.
Sem saber da existência desta filha, Lourenço leva sua vida de escritor. Produzira um livro de sucesso e seu agente o pressiona pelo novo livro, que ele sente dificuldades em terminar.
Estando num bar, é abordado por uma moça, Lúcia, garçonete de um restaurante, que se declara apaixonada por ele desde que lera seu livro, quando passara a segui-lo, o que fez com que conhecesse detalhes de sua vida. Impactado, Lourenço se deixa seduzir e inicia uma relação com Lúcia, vivendo um tórrido caso amoroso.
Lúcia diz que perdera os pais e o irmão num acidente automobilístico e fora criada por uma avó amorosa que cozinhava só para ela. Lourenço diz que muito pequeno fora abandonado pela mãe e que ele mesmo cozinhava para o pai, mas este fora assassinado com uma navalhada.

O texto completo deste artigo está no livro O PSICANALISTA VAI AO CINEMA II - Editora Casa do Psicólogo, São Paulo, 2008.

Publicação arquivada em: Artigos, Cinema, Psicanálise

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1 Comentário Faça seu próprio

  • 1. Bea  |  19 de Maio de 2008 às 16:58

    sergio, querido.Belo post. Vem me visitar no compulsão, please?

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