PERSONA e GRITOS E SUSSURROS, duas obras primas de Bergman Escrever em corpos, escrever no papel - Algumas idéias em torno de O LIVRO DE CABECEIRA’ (The Pillow Book, 1996), de Peter Greenaway

Diane Arbus, uma fotógrafa procurando ver além das aparências

2 de Outubro de 2007 às 19:53 Sérgio Telles  | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 2693

Sérgio Telles
psicanalista e escritor

Apesar de não pretender ser uma biografia rigorosa e explicitamente se apresentar como um “retrato imaginário”, o filme “A Pele” (“Fur”) dá uma boa idéia da vida e da peculiar produção artística da fotógrafa norte-americana Diane Arbus.

Perde-se um pouco a precisão dos elementos informativos e muito se ganha com a sensibilidade e a liberdade com as quais o diretor Steven Shainberg e a roteirista Erin Cressida Wilson recriaram sua realidade interna e seus conflitos.

Filha de ricos negociantes de pele, proprietários da elegante loja Russek na Quinta Avenida, Diane se casa - contra a vontade dos pais - com o fotógrafo Allan Arbus, responsável pela divulgação da loja e passa a trabalhar como sua assistente, fazendo inicialmente a produção de fotografias para revistas de moda. Incentivada pelo marido, Diane estuda com grandes fotógrafos de Nova York e se dedica à profissão.

Logo se afasta do mundo belo e irreal das fotos de moda e publicidade e vai para o pólo oposto, um universo onde a realidade se impõe com a máxima dureza, determinando a marginalização através dos defeitos físicos aberrantes, da feiúra, da pobreza, dos comportamentos não convencionais.

Curiosamente, ambos os mundos são regidos pela aparência. De um lado, a bela aparência dos modelos de publicidade. De outro, a aparência grotesca dos “freaks”, dos aleijões com suas aberrações físicas, dos pobres e feios, da gente comum das ruas.

O texto completo deste artigo está no livro O PSICANALISTA VAI AO CINEMA II - Editora Casa do Psicólogo, São Paulo, 2008.

Publicação arquivada em: Artigos, Psicanálise, Fotografia

Enviar por e-mail | Hits para esta publicação: 2694

1 Comentário Faça seu próprio

  • 1. Afonso Henrique Rodrigues Alves  |  21 de Janeiro de 2008 às 08:12

    Há um filme antigo que não me lembro o nome. Mas é da década de sessenta chamado Freaks. O roteiro é contingente com a sua escrita.
    Arbus é com certeza uma autora que ajuda a entender a filosofia da diferença que tantos discursam.

Deixe um Comentário

Requerido

Requerido,escondido

Linkar esta publicação  |  Assine os comentários via o RSS


Calendário

Outubro 2007
S T Q Q S S D
« Jul   Nov »
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031  

Minhas Publicações Recentes

Publicações por Mês

Estatísticas

Meta