O labirinto do fauno
24 de Abril de 2007 às 18:34 Sérgio Telles | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 3936
O LABIRINTO DO FAUNO (*)
Sérgio Telles
O filme de Guillermo del Toro entrelaça duas diferentes narrativas.
Uma, de cunho realista, se passa em 1944, na guerra civil espanhola. Capitão Vidal comanda um posto militar sediado num antigo moinho e ali recebe sua mulher grávida, acompanhada por Ofélia, a filha que ela teve em outro casamento. Acontecem escaramuças entre o exército franquista e guerrilheiros esquerdistas, com cenas de violências, heroísmo, lutas, perseguições, mortes, etc.
A outra é um conto de fadas que mostra o encontro de Ofélia com um fauno no labirinto do jardim do moinho. Ele a identifica como a princesa Moana e lhe delega tarefas para reconquistar seu perdido reino.
Embora seja possível interpretar o filme sob vários enfoques, restrinjo-me ao psicanalítico.
O texto completo deste artigo está no livro O PSICANALISTA VAI AO CINEMA II - Editora Casa do Psicólogo, São Paulo, 2008.
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3 Comentários Faça seu próprio
1. Luiz Doni Filho | 19 de Junho de 2007 às 12:10
Foi muito bom ler a sua vissão do filme. Me fez questão.
Numa outra interpretação, a figura que tem os olhos nas mãos é a igreja …
Doni
2. Nil | 30 de Setembro de 2007 às 17:48
Achei curiosa sua visão, mas realmente não percebi essa relação fálica com a chave e o punhal, nem a morte de ofélia como uma punição a seus desejos agressivos. Até mesmo porque, qualdo ela se sacrifica, supera estes mesmos desejos agressivos.
Minha interpretação foi bem diferente: vejo as provas como etapas para o desenvolvimento pessoal e recuperação da alma de ofélia (perdida no momento em que saiu do reino mágico). Se tiver oportunidade leia o conto “A donzela sem mãos” e “mulher em pele de foca” do livro “Mulheres que correm com lobos”, da psicóloga Clarissa Pinkola Estes e verá esta analogia.
3. Aria | 14 de Julho de 2008 às 11:52
Desculpe a crítica, mas achei que essa interpretação das tarefas foi meio forçada. Penso que as tarefas têm um outro significado, que é referente à guerra e à violência que ela causa.
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